Descrição do Produto
Anel da Linha Mandala em ouro branco 750 (18 quilates) polido, com 39 gemas naturais de 1,25 mm: Topázios Azuis, Rubis, Granadas e Safira Azul. Mesa do anel com 13 mm de diâmetro.
Numeração do anel: nº 18,5 para entrega imediata (para outros nºs, consulte o prazo de entrega).
Peso da peça: 2,1 gramas.
Sobre o Significado da Jóia Mandala
O símbolo e seus nomes
Mandala é palavra que vem do sânscrito e significa círculo. Neste sentido, toda e qualquer figura circular representativa de algo pode ser, e muitas vezes tem sido, chamada de mandala. Assim temos as mandalas astrológicas, celtas, alquímicas, aztecas, e outras. Hoje, até desenhos circulares desprovidos de qualquer significação têm sido chamados de mandalas.
Entretanto, desde a tradição do budismo tântrico, na Antiguidade na Índia, passando por diversos desenvolvimentos do budismo até o lamaismo tibetano, tivemos a evolução de um tipo específico de mandala que é riquíssimo em detalhes, significados e poderes. É desse tipo de mandala, representado em nossa linha, que falaremos neste texto.
Ela é conhecida hoje por diversos nomes: Mandala Tibetana, Mandala Budista ou Mandala Tântrica, pois por meio destas tradições ela chegou até nós. Recebe ainda de alguns o nome de Mandala Canônica porque é construida seguindo cânones ou padrões, escritos legados por sábios dos primórdios do budismo. Muitos também a chamam de Palácio Mandala, justamente porque representa de fato o palácio ou a morada das divindades, do qual falaremos mais adiante.
As partes da Mandala
Em algumas apresentações, particularmente nas pinturas em seda, a mandala vem inscrita num quadrado ou retângulo, que lhe servem de emolduramento e carregam também uma simbologia. Mas aqui falaremos apenas da mandala em si.
A Mandala Tibetana compõe-se das seguintes partes, indo do exterior para o interior da figura: três círculos externos chamados, respectivamente, círculo de fogo, de diamante e de lótus; dentro deles há uma região chamada jardim – ou também cemitério; dentro do jardim fica o palácio, cujos muros externos formam um quadrado; desse quadrado projetam-se para o jardim, em cada uma das quatro direções – esquerda, direita, acima e abaixo – os portais do palácio; ultrapassados estes, chega-se aos portões, que são secções ou cortes nos muros; nesses portões ficam os guardiões; além dos portões, o pátio do palácio, dividido em quatro quadrantes; dentro do pátio, os aposentos das divindades auxiliares e, bem ao centro, o aposento da divindade.
O que é a Mandala e o que ela representa
Feita essa breve descrição, já se pode perguntar: mas afinal, o que é essa Mandala? É uma representação simbólica, um símbolo. É representação porque é um mapa, um instrumento descritivo, um livro, uma planta. Mas não uma representação qualquer, não qualquer livro, não qualquer mapa. É um instrumento que, nas mãos de quem está em condições de lhe apreciar devidamente, pode tornar-se vivo! Este é o caráter do verdadeiro símbolo; o poder tornar-se vivo para aquele que lhe pode captar o conteúdo.
E o que representa ela? De que é símbolo a Mandala? Ela nos foi legada, nos foi trazida por seres muito sábios, acessando níveis muito altos de consciência. Ela é símbolo de Tudo Quanto Existe. Isso inclui O Nosso Mui Altíssimo Criador de Tudo – Ele Mesmo, de um lado, toda a Sua Criação, isto é, todo o universo manifestado com toda a sua profusão de seres, por outro, e, unindo-os, o Homem. Homem aqui, com H maiúsculo, não se refere a qualquer homem, eu ou você, mas ao homem que realizou todo o seu potencial de desenvolvimento possível, um homem completo, um Buddha, um iluminado.
Sendo um símbolo de tudo quanto existe no mundo, a Mandala pode representar, a qualquer momento, qualquer coisa. Pode ser pensada como a representação de uma meta a alcançar com suas sucessivas etapas – seja essa meta do campo profissional, afetivo, social, da saúde, finanças, ou qualquer outra. E, como não poderia deixar de ser, pode representar a Grande Meta, a maior de todas para o homem – buscar em vida desenvolver o seu ser e reconectar-se com seu Criador, incluídos aí os caminhos e as etapas para tão essencial obra.
A Mandala como símbolo da busca espiritual
Deste último ponto de vista – o da busca interior – a Mandala pode ter vários significados, entre eles: as couraças que encarceram o Eu; os caminhos do Buddha; os quatro corpos do ser iluminado; os círculos interiores da humanidade; e muitos outros.
Ainda do ponto de vista da busca espiritual, podemos agora falar um pouco dos significados das várias partes do Palácio Mandala.
Os círculos de fogo, diamante e lótus representam os grilhões que escravizam a todos nós seres humanos; são as rodas, as engrenagens às quais estamos presos. O círculo de fogo é, em nós, a bio-sexualidade, a fisiologia, a natureza animal, incluídas aí as necessidades inadiáveis de alimentação, reprodução e manutenção da vida.
O círculo de diamante é, por sua vez, a nossa mente usual, corriqueira, rasteira – aquela que usamos no dia-a-dia, para fazer negócios, ciência, filosofia ou nos entreter. Por que é chamado de diamante? Porque é opaco, não deixa passar luz e é a matéria mais dura que conhecemos – como os nossos conceitos, miopias de hipótese e modos fossilizados de ver as coisas. Mas, ao mesmo tempo, porque é passível de ser lapidado, e, se o for, reflete de modo esplendoroso a luz que recebe, cuspindo cores, emitindo raios.
O terceiro círculo é o de lótus. Em bruto, são nossas emoções, quase todas negativas, muitas violentas, depressivas, contaminadas, pesadas. Se purificadas, porém, podem ser tão belas quanto as pétalas da flor de lótus, usadas para representar este círculo.
Para aquele que empreende buscar o centro, o eixo do mundo, o interior da Mandala, vencer os círculos de fogo, diamante e lótus é a primeira tarefa, a primeira etapa. Conseguido isto, chega-se ao jardim. Não se está ainda dentro do palácio, falta muito, mas já se está num ponto bem acima da vida comum. Está-se numa situação intermediária em que ainda não se tem a proteção natural do interior do palácio, mas já não se pode viver como antes, esquecido da existência do Divino. Aqui a tarefa do aspirante é buscar o portal que lhe corresponde, o que é afim com o seu temperamento. É necessário conhecer-se já um pouco a si mesmo. E trabalhar para atravessar o portal. Compreender seus simbolismos e se desenvolver a ponto de poder sair do jardim. Um dos desafios consiste em não se encantar com o jardim. Ele é muito mais bonito que a vida nos círculos exteriores. Mas se a pessoa que está buscando se iludir com o jardim - com os seus apetrechos, utensílios, ritos e cerimoniais – e se esquecer da direção da sua busca, o jardim se transforma, para ele, em cemitério. Aí muitos morrem. Uns poucos conseguem prosseguir, adentrar um portal e chegar ao portão. (O outro sentido de cemitério é o de que, aqui, devem morrer os nossos muitos ‘eus’, os nossos apegos, nossas identificações, aquelas coisas que pensamos fazerem parte daquilo que somos).
Se o portal escolhido foi o relativamente adequado, e se o iniciado se dedicou para progredir nele, vai deparar-se logo com o guardião. Que tem dupla função: despachá-lo se ele estiver ali indevidamente, despreparado, ou orientá-lo para as etapas seguintes e mais difíceis de sua jornada.
Esse exemplo da exploração do significado das partes da Mandala, quando aplicada ao caminho espiritual, que estivemos desenvolvendo até aqui, já deve servir para nos darmos conta da infinita riqueza e significação deste símbolo. Não é possível – não há espaço – nem é preciso detalhar mais nosso exemplo. Mas, falando ainda do quão significativo é o símbolo da Mandala, não podemos deixar de citar um outro aspecto de sua configuração.
Os sábios dizem que a Mandala é cortada, de norte a sul, pelo Monte Meru, a cadeia de montanhas, usada por sua vez como símbolo da coluna vertebral. O norte, na Mandala, fica à esquerda, o sul à direita, o leste acima, o oeste abaixo. Essas localizações estão correlacionadas com o que, em outra linguagem, se denominam os chacras. Cada quadrante – as divisões internas do pátio do palácio – funciona como sede de um dos quatro elementos: terra, fogo, ar e água. Conforme a Mandala – isto é, conforme a divindade que está em seu centro – esses elementos podem estar em quadrantes diferentes: a terra ao norte, ou a leste, etc. Tudo isto mostra que aqueles que nos legaram tal símbolo, tinham um conhecimento preciso das profundezas interiores do homem. E que colocaram no símbolo tal conhecimento, para benefício dos que dele quiserem fazer uso.
Usos e finalidades da jóia Mandala
Para todos os seres humanos em geral, a Mandala – materializada em pinturas em seda, em esculturas em areia ou talco colorido, ou, no nosso caso, em jóias de ouro e pedras preciosas - pode servir a várias finalidades. Vamos apenas citá-las, para que cada um aprecie o que lhe parecer justo. Ninguém precisa acreditar no que não possa comprovar por si mesmo. A Mandala pode servir para: concentração – acalmar e disciplinar a atividade da mente, focando-se a atenção nela; meditação – buscar o contato com o mais alto, através de visualização ativa, de olhos fechados, de suas partes, figuras, cores, símbolos, etc; contemplação – a busca do contato com o Divino por meio do sentimento, do maravilhamento, que pode ser alcançado mirando-a tranqüilamente; conhecimento – a obtenção de respostas a indagações reais sobre nosso ser, a ela dirigidas; magia ou encantamento – o alcance de mudança em algum aspecto de nossa vida (saúde, relacionamento, prosperidade, etc.), pelo seu uso; consagração – o tornar sagrado, isto é, dedicado à divindade, um momento ou um local, através da presença dela; proteção – o ato de tentar prevenir uma mudança não desejada, usando-a.
Por tudo que falamos até aqui, podemos dizer que a linha de jóias Mandala almeja duas realizações: ajudar-nos a lembrar da face interior de nossa humanidade, pelo seu simbolismo e significado, e permitir-nos usufruir de um ou mais de seus potenciais benefícios, pelo seu uso.



